Transferência de Culpa

Ilustrativa
Por: Francinaldo Rafael

Com o advento da internet e consequente popularização de vários tipos de redes sociais, tem-se apontado esses meios como propiciadores às traições amorosas. As pessoas não querem assumir os próprios atos e apelam para a transferência de culpa. E diga-se, essa não é uma prática apenas da atualidade. Nos relatos bíblicos vamos encontrá-la no mito de Adão e Eva, quando Deus os interpela por terem comido o fruto da árvore proibida. Adão imediatamente transfere a responsabilidade: – “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi”.

Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, denominou mecanismos de defesas algumas manifestações do ego diante de outros elementos psíquicos.

Dentre eles a projeção, através da qual transferimos para os outros características que tentamos reprimir em nós mesmos.
O Espírito Joanna de Ângelis, através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco, adverte que o ego, na sua ambição possessiva, esconde o ser quanto pode. Mascara a realidade como mecanismo teimoso de sobrevivência, desenvolvendo projeções para o exterior, mesmo que em situação conflitiva.

Na sua jornada evolutiva, a criatura humana – espírito reencarnado – é um diamante bruto. Para ser lapidado necessita perder as irregularidades que obscurecem impedindo-o de refletir a luz cristalina. Os hábitos instintivos foram largados no ontem e ainda engatinha no estágio da razão e do discernimento. Há forte predominância de hábitos automáticos, impulsos imediatistas, heranças ancestrais.

Joanna alerta que a conquista da dignidade moral é um desafio que deve ser enfrentado e vivenciado desde as experiências mais simples. Dessa forma cria-se o condicionamento superior para que se transforme em aquisição valiosa. Adverte também a todos que travaram contato com o Mestre de Nazaré mediante as Suas incomparáveis lições de imortalidade e vida, para que nunca se apartem da dignidade pessoal, conforme exemplificado nas páginas do Evangelho. “Em qualquer situação de difícil comportamento em que sejas situado, pergunta-te como Jesus agiria se fora com ele, e faze conforme concluas que Ele o faria sempre com dignidade moral”.

O livre-arbítrio permite a cada um escolher os próprios caminhos, as próprias construções na vida. Porém, ninguém fugirá da colheita obrigatória daquilo que plantou.

Fonte: Centro de Estudos Espíritas – Allan Kardec

228 Visita(s) a esta matéria.