Thyago Duarte: a busca por um mundo cada vez mais individualista

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Nem todo ateu é uma pessoa vazia e sem noção de coletividade.

Esses dias li na internet que os países nos quais as pessoas têm maior grau de instrução são aqueles em que o número de ateus é superior.

Inicialmente, passei batido pela “informação”, mas acabei refletindo a respeito, pois não via grande nexo na pesquisa realizada.

Em primeiro lugar, é notório que há uma descrença nas pessoas, muito fruto da “grenalização” e das opiniões raivosas que, hoje, todos emitem via redes sociais, fazendo com que as pessoas percam a fé em um ser superior, resultando em uma sociedade cada vez mais individualista, onde nos apropriamos das nossas conquistas e terceirizamos as nossas falhas e limitações.

A expressão “bem comum”, tão necessária para uma vida em sociedade, com um pensamento coletivo e de respeito por todos e por tudo ao nosso redor, parece estar “saindo de moda”, refletindo muito nesse “cada um por si” que estamos vivendo.

Se a nossa sociedade está doente, se há corrupção na política e se há descrença cada vez maior no ser humano, isso é um grade reflexo da sociedade que somos – o corrupto está na política, em uma democracia representativa, por ser o reflexo da sociedade, e as pessoas, cada vez mais fechadas à coletividade, também não acreditam mais em quem as rodeia.

Enfim, digo tudo isso para concluir que nem todo ateu é uma pessoa vazia e sem noção de coletividade – a primeira lição do Cristianismo é, justamente, o de as pessoas exercerem o livre arbítrio, mas certamente a fé e a crença em um ser superior só dignificam as pessoas e fazem com que sejam mais pacientes e tolerantes pois, no mínimo, reconhecer que não somos um super-herói e que há um “ser superior” a nós acaba sendo uma lição de humildade.

E, quanto à pesquisa, que parece bastante definidora para muitos, rebato com um questionamento: nos presídios, nas clínicas de recuperação para dependentes químicos, nas comunidades mais carentes: há algum grupo de ateus desenvolvendo trabalho social para buscar reabilitar essas pessoas?

Nesses lugares estão os grupos de jovens, as comunidades cristãs, as pessoas que voluntariamente doam o seu tempo por acreditar no ser humano e desejarem fazer a sua parte para que tenhamos uma sociedade melhor, dentro dos preceitos que o próprio Cristo ensinou para todos, mas quem tem fé busca praticar.

Eu definiria essa pesquisa de uma outra forma: nos lugares em que as pessoas têm mais fé, a caridade é praticada e todos se tornam mais felizes e verdadeiramente humanos!

Fonte: Gaúcha ZH

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