Sacrifício da própria vida

29. Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas
próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de
tornar útil sua morte?
Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre
cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. E ilusória
a idéia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o
ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país,
cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe
serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação. – S. Luís. (Paris, 1860)

Fonte: Fonte: Fonte: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, ed 131, Rio de Janeiro: FEB, 2013

 

ANÁLISE

Não é permitido abreviar a vida, pois expor sua vida a um perigo com a intenção de cometer suicídio é contra as leis de Deus, mesmo que seja para salvar alguém de um perigo, tendo a intenção de se matar é contra os desígnios de Deus.

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