O verdadeiro presente

O verdadeiro presente

Tânia Maria do Espírito Santo (membro do Ideba)

 

Para algumas pessoas o Natal é uma data que lhes causa tristeza, acham a data deprimente, talvez por não terem com quem partilhar o momento ou lhes traga lembranças tristes.

Para outras é uma época feliz, tempo em que aflora o amor, a solidariedade, a fraternidade.

E para outros tantos, tanto faz, é tempo de comemorar, festas, férias, viagens, recesso. É tempo de dar um tempo.

Mas, o que é mesmo que comemoramos no dia 25 de dezembro? Ah, sim…o Natal e voltamos para época triste, alegre, de folga. Mas, é aniversário de alguém importante, Marias, Josés, Paulos, Tiagos, sim, mas e Jesus?

As lojas, shoppings e ruas lotadas, um corre-corre exaustivo, para comprar os presentes para as Marias, Josés, Paulos, Tiagos, sim, mas, e para Jesus?

Quem é Jesus?! É o aniversariante do dia 25 também, lembra? Aquele que nasceu em uma manjedoura, que foi exemplo de amor, paz, doçura, fé. Que nos ensinou o maior mandamento, “Amarás a Deus de todo a tua alma e teu próximo como a ti mesmo” (Mateus, XII:34-40). Que nos provou que somos todos irmãos, não importa a sua raça, religião, sexo, ou mesmo que “pecado” tenha cometido, pois “Aquele dentre vós que estiver sem pecados, atire-lhe a primeira pedra” (João, VII:3-11).

Voltando a compra de presentes, lembramos de cada membro da família, de cada amigo, até mesmo dos ocultos, todavia esquecemos do Irmão e Amigo maior Jesus.

E olha que Ele não quer que nos fatiguemos em filas de lojas e supermercados para a grande ceia, Ele só quer algo que não pode ser comprado, porém cultivado dentro de nós mesmos. Ele não quer as luzes que enfeitam as casas, as árvores, contudo que brilhe a luz que há dentro de nós, a centelha Divina que devemos fortalecer através dos bons sentimentos e espargir para todos quantos cruzem o nosso caminho.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6). Eis o caminho.

Podemos sim, ir aos shoppings, lojas, mercados, mas ao retornarmos aos nossos, tomemos o caminho de Jesus. Façamos grandes festas, sim, mas que os nossos corações estejam em festa de fraternidade, amor e esperança. Iluminemos nossas casas e árvores, sim, mas que a centelha Divina que há em nós, nos ilumine e se faça luz para todos. E por que não um grande bolo para nosso Irmão Maior, recheado de ternura, carinho, afeto, alegria, bondade e fé.

Que Jesus nos abençoe e nos guie para que possamos vivenciar o Natal, não apenas por um dia, mas em todos os dias da nossa vida.

382 Visita(s) a esta matéria.