Nem sempre é verdadeiro!

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Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. (Mateus: 12 49)

Nem sempre os velhos chavões, tão popularmente utilizados em nossa sociedade são de fato merecedores de crédito. Um deles muito comum diz que “a primeira impressão é a que fica” o que não tem o aval daqueles que, realmente, meditam nesse tipo de pensamento.

É comum interpretarmos muitos dos irmãos que cruzam nossos caminhos, como pessoas desequilibradas, complicadas, incapazes, venenosas, etc., por um simples contato, ou por alguma má impressão que nos causou sua atitude para conosco ou com alguém, sem levar em consideração que os espíritos aqui reencarnados não trazem o cunho da perfeição e sim dos desequilíbrios comuns em um planeta de provas e expiações.

Como poderíamos ficar certos de que aquela péssima primeira impressão que guardamos em nosso arquivo mental, de um infeliz encontro com alguém que nos causou lamentável e triste impressão, não aconteceu por algum motivo que justificasse ou pelo menos explicasse o momentâneo desequilíbrio dessa criatura, que poderia estar fora de seu estado natural, por um fato muito grave com ele acontecido?

O irmão do qual guardamos essas impressões negativas, pode ser em seu proceder natural, um indivíduo respeitoso, responsável, educado e que, provavelmente, se voltássemos a ter outro encontro com ele, as tais primeiras impressões seriam esquecidas e, ficaríamos, certamente, com outro juízo dessa criatura, o que vem provar que cada caso é um caso, e não podem ser todos enquadrados por um julgamento precipitado e alicerçado no achismo injustificável e inoportuno.

Completamente fora de sentido será toda e qualquer expressão que leve os indivíduos a desenvolver um falso sentimento de negatividade em relação ao seu próximo, porque sabemos que a palavra é princípio de luz ou de treva e seremos responsabilizados pelas consequências de tudo o que divulgarmos do nosso semelhante.

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”. (Efésios 4:29) (1)

Sabemos que não somos Seres perfeitos e, dessa forma, já temos consciência de que somos portadores de luz e treva em nosso mundo íntimo, onde a parte inferior sobrepuja a nossa construção positiva de forma incontestável. Assim, é medida inteligente do discípulo sincero do Mestre de Nazaré, ouvir e seguir os ensinamentos de seus inúmeros emissários para evitar cometer enganos.

“Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta. Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinquência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque a sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente”. (2)

Encontramos no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo o roteiro mais seguro para alcançarmos, de fato, a nossa liberdade através da verdade ensinada por Jesus, conforme segue abaixo:

“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles. Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos”. (3)

Que o Senhor nos inspire, guie e guarde em seu pleno e abundante amor.

Por Francisco Rebouças

Fonte: Grupo Espírita Casa do Caminho de S. Vicente

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