Encontro com o Evangelho

O Ideba propõe a seus integrantes a realização de uma atividade externa chamada Encontro com o Evangelho, como funciona: sorteiam-se, entre os trabalhadores da instituição, os meses do ano, o integrante escolhe uma data dentro do mês e responsabiliza-se pela organização da atividade. Assim, determina o local, o horário, se será restrito aos trabalhadores ou aberto a convidados e frequentadores do Instituto. Depois da estrutura montada, comunica a todos que desejarem participar. No dia da atividade é lida uma mensagem de O Evangelho Segundo o Espiritismo e em seguida faz-se a reflexão do seu conteúdo.

No último domingo, 26/01, o evento foi realizado no Parque São Bartolomeu.

O Parque

Cravado no Subúrbio Ferroviário, entre o bairro de Pirajá e a Enseada do Cabrito, o parque é “um dos maiores remanescentes de mata atlântica, em área urbana do país. Tem grande importância ambiental, histórica e religiosa. Envolve uma área de preservação ambiental da Bacia do Rio do Cobre (São Bartolomeu), incluindo uma represa e cascatas”.

“Em tempos antigos, a região era habitada pelos tupinambás. Na segunda metade do século 16, os jesuítas fundaram a Aldeia de São João Evangelista, próxima ao atual Parque São Bartolomeu. No século 17, foi palco das lutas contra a invasão holandesa. Posteriormente, passou a ser um abrigo para quilombolas. Em 1826, formou-se lá o Quilombo dos Urubus, dizimado tempos depois”.

“O Parque São Bartolomeu foi criado pelo decreto municipal nº 5363 de 28 de abril de 1978, vizinho ao Parque do Rio do Cobre. Em 2001, o decreto estadual nº 7.970, criou a Área de Proteção Ambiental – APA Bacia do Cobre / São Bartolomeu, envolvendo áreas dos municípios de Salvador (incluindo o Parque São Bartolomeu) e Simões Filho, com área de 1.134 hectares, atualmente administrada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema)”.

“[…] abriga centenas de espécies vegetais e animais, além de ter grande importância para a regulação climática da Cidade”.

“[…] também é um santuário do candomblé e, desde a época em que existia um quilombo na região, seus rituais são lá praticados. Suas três cachoeiras, Oxumaré, Oxum e Nanã, além de alguns espaços do Parque, recebem nomes de orixás. Suas águas são sagradas”.

“Em 1982, o escritor Jorge Amado fez um apelo ao prefeito Renan Baleeiro, por telegrama, para que se cuidasse da preservação do Parque”.

“Em 1986, foi fundada a Associação dos Amigos do Parque São Bartolomeu, uma ONG, que desenvolve atividades científicas, culturais e sociais no Parque e em comunidades vizinhas”.

“Em 2014, o Parque ganhou um espaço de lazer, com novas instalações para eventos culturais e esportivos”.

Domingo (26/01)

“Me Senti realmente em paz, tranquila e feliz, a natureza tem este poder, se assim nos permitimos”. (Alcina Pacífica)

Foi nesse espaço que o evento foi feito. Lemos e refletimos especificamente o item 13, do capítulo XIII, “Não saiba vossa mão esquerda o que dá a direita – A beneficência”. Finalizada essa parte, todos fomos aproveitar as maravilhas do parque, fazendo uma trilha por todas as suas cachoeiras e conhecendo a barragem do rio do Cobre.

A experiência foi das mais emocionantes, vimos animais como sapos, aves, as formigas cortadeiras, cavalos, bois e vacas com seus bezerros, os cães que dividem o espaço com todos e uma infinidade que não pudemos ver;

 

“Momento de renovação de energias físicas e espirituais” (Tânia Maria)

conhecemos plantas (no vídeo, o guia Cleiton transmite o seu saber), como a costela de Adão, que se ramifica nas árvores e abre suas folhas para que o sol possa passar e iluminar outras plantas, ensinando-nos como é viver integrado e compartilhar as benesses divinas; plantas medicinais, cujos chás e infusões são benéficos para uma infinidade de males que nos acometem; a pureza do ar, que entrava por nossas narinas revigorando todo nosso sistema orgânico;

a intensa energia que sentimos ao entrar nas águas das cachoeiras, de repente, mergulhados, não éramos mais um ser distinto daquele líquido e sim fazíamos parte daquele caudaloso manancial, integração de tal monta a ponto de desaparecermos, não estávamos mais revestindo um corpo carnal, vivíamos como espíritos; encontramos pessoas que professam religiões de matrizes africanas fazendo suas oferendas, com as quais confraternizamos e agradecemos ao Ser Maior por estarmos juntos. Nesses momentos, que foram breves, mas muitos intensos, sentimo-nos mais próximos de Deus e dos Espíritos que guiam o Ideba, acompanham-nos, protegem-nos e os que também vivem no ambiente e permitiram a nossa entrada e a vivência magnífica que marcará as nossas vidas para sempre.

Para a grande maioria dos que participaram da atividade, foi uma grata surpresa a maravilha natural que o Parque apresenta e sua estrutura e segurança disponíveis à população de Salvador e que não podemos deixar de conhecer e proteger.

 

Com informações de: http://www.bahia-turismo.com/salvador/parques/sao-bartolomeu.htm.

 

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