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Mercadores expulsos do templo

5. Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus, entrando no templo, começou
por expulsar dali os que vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e os
bancos dos que vendiam pombos: – e não permitiu que alguém transportasse qualquer
utensílio pelo templo. – Ao mesmo tempo os instruía, dizendo: Não está escrito: Minha
casa será chamada casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um
covil de ladrões! – Os príncipes dos sacerdotes, ouvindo isso, procuravam meio de o
perderem, pois o temiam, visto que todo o povo era tomado de admiração pela sua
doutrina. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 15 a 18; – S. MATEUS, cap. XXI, vv. 12 e 13.)

6. Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas
santas sob qualquer forma. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada
no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.

Fonte: Fonte: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, ed 131, Rio de Janeiro: FEB, 2013

ANÁLISE

Não devemos mercar o que a divina Providência nos proporcionou, também não devemos transformar os nossos templos num covil, onde tudo que se quer é o benefício material. Devemos, por exemplo, entender como templo o nosso corpo, a nossa casa, as igrejas, os terreiros, as instituições espíritas, a mediunidade etc. Entendamos que essa vida é-nos dada para evoluirmos espiritualmente e devemos utilizar o material como elemento para conseguirmos evoluir moralmente.