Com Jesus tudo é abundante, incluindo a vida.

Em tuas andanças pelo mundo, detém teu olhar num canteiro de obras da construção civil. Nele, observarás que num galpão, geralmente de madeira, técnicos e projetos, mapas e equipamentos são aglutinados no mesmo espaço, otimizando decisões e facilitando a edificação pretendida.

Além das paredes do núcleo gestor de onde se irradiam as principais orientações do corpo técnico, temos o canteiro principal aonde, desde servente a mestres de obra, eletricistas, marceneiros, pedreiros, encanadores e manobristas se movimentam no afã de erguerem no terreno despovoado a obra projetada.

Cada um tem especificidades. Cada operário sabe seu lugar e seus limites. Detém um conhecimento específico de sua área de atuação, lastreada por conhecimento teórico e alguma prática naquele setor.

Ferramentas estão por toda parte, facilitando o manuseio de materiais que vão da areia empregada até as grandes vigas de aço, ferro e concreto, se ajustando sobre alicerces demoradamente cavados no solo para fixação do edifício, a se erguer no tempo para conforto e utilidade da vida moderna.

Semanas ou meses se arrastam na ampulheta das horas, e os escombros iniciais vão ganhando forma, portas e janelas vão sendo situadas e hora chega em que labores finais de paisagismo, jardins e vidraças sinalizam o fim da obra e fixação de data para inauguração e entrega do imponente prédio à utilidade geral.

Aquela massa de homens e mulheres se dissolve, buscando novos canteiros e outros servidores chegam para assunção de funções específicas. Porteiros, zeladores, pessoal de segurança e higiene, administradores.

Se numa visão ligeira anotamos tanto esforço conjugado por profissionais diversos para materializarem um edifício, verdadeira colmeia de múltiplos serviços, que não fará um homem ou uma mulher na edificação de suas histórias de vida?

Da infância à idade provecta, quantos desafios não serão superados por aquele que tenciona avançar?

De certa forma nos assemelhamos a um terreno onde Deus busca erguer um santuário. Servidores diversos transitam por nossos espaços mental e emocional, entrando com algum material e deles levando algo específico.

Alguns surgem portando insumos deteriorado. E nos sujeitamos ao desequilíbrio pelo contágio.

Outros, trazem estranhos mapas de construção e se os adotarmos, perdemos o rumo e a direção.

Mais alguns tentam dominação arbitrária de nosso galpão mental, e se anuímos com esses empreiteiros das trevas, igualmente nos deixamos afetar por falsos rumos e por estradas desconhecidas.

Na edificação de uma vida os materiais escolhidos não podem ser de procedência duvidosa ou de qualidade desprezível. Temos o dever moral de alocar insumos e matéria prima que nos edifiquem para a vida feliz.

Cimento da integridade moral. Tijolos ou blocos da robustez emocional. Areia da solidariedade. Ferro e aço que nos sustentem nas horas de testemunhos difíceis.

Lâmpadas que nos iluminem a noite dos comportamentos. Portas que ofertem entrada e saída segura das problemáticas da existência.

O Divino Arquiteto, quando da Sua estadia entre nós, se valeu de 12 operários do pescado, na sua esmagadora maioria, para projetar no mundo uma empresa divina. Cada um recebeu orientação diretamente do Senhor da obra. Souberam com antecipação que a construção ia se dilatar, demorada, no tempo e no espaço, e ainda não está concluída, vinte séculos depois de iniciada.

Mãos inescrupulosas removeram o chefe do canteiro, na ilusória tentativa de paralisar o projeto. Ele buscou outro plano e de lá vem inspirando operários decididos e fiéis a darem continuidade ao esboço inicial.

Não faltam insumos. Nunca faltou serviço no espaço em torno do edifício a ser construído. Máquinas jazem paradas por escassez de manobristas devotados. Aceitam-se operários sem experiência prévia.

Muitos chegam, sedentos de progresso e salário. Estão arruinados pelo ócio imposto pelas escolhas infelizes, mas se fazem exigentes demais. Tentam subornar colegas, fogem das escalas de serviço, interpondo motivos banais e fictícios.

Querem o emprego, mas rejeitam o trabalho.

Terceirizam tarefas que lhes cabem, sobrecarregando servidores abnegados, que terminam por acumular mais de uma função.

Alguns começam no entusiasmo, mas assim que notam as exigências da engenharia e dos arquitetos, se fazem rebeldes e insubmissos, semeando a cizânia e a anarquia em meio aos peões conscientes de seus papéis.

Em tua vida, muitas ofertas de emprego surgiram ao longo da caminhada. Em diversas circunstâncias, pudeste escolher. Ele te surge uma vez mais e sussurra em teus ouvidos o sublime chamado:
– Filho, vai laborar na minha vinha!

Aceitar ou não o convite é escolha tua. Podes optar pelas tarefas do mundo, reguladas por leis transitórias e remuneradas pelas moedas da morte, ou podes compor o conjunto de servidores que Ele chama diariamente, apresentando o mundo em desgoverno e em tua ação, sob a direção D’Ele, a possibilidade de ajudar a erguer o albergue de acolhimento aos desesperados, o hospital de tratamento das alienações mentais e morais dos dias correntes e o abrigo seguro para quem perdeu tudo nas enxurradas periódicas dos embates humanos.

Tens interesse no emprego?

Salário?

Sim, conversaremos sobre isso em momento oportuno.

Com Jesus tudo é abundante, incluindo a vida.

Autor: Marta(Espírito)
Psicografia: Marcel Mariano
Salvador, 18.12.2022

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