Amar o próximo como a si mesmo

Dai a César o que é de César

6. A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de que os judeus,
abominando o tributo que os romanos lhes impunham, haviam feito do pagamento desse
tributo uma questão religiosa. Numeroso partido se fundara contra o imposto. O pagamento
deste constituía, pois, entre eles, uma irritante questão de atualidade, sem o que nenhum
senso teria a pergunta feita a Jesus: “É-nos lícito pagar ou deixar de pagar a César o tributo?”
Havia nessa pergunta uma armadilha. Contavam os que a formularam poder, conforme a
resposta, excitar contra ele a autoridade romana, ou os judeus dissidentes. Mas “Jesus, que
lhes conhecia a malícia”, contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, com o
dizer que a cada um seja dado o que lhe é devido. (Veja-se, na “Introdução”, o artigo:
Publicanos.)
7. Esta sentença: “Dai a César o que é de César”, não deve, entretanto, ser entendida
de modo restritivo e absoluto. Como em todos os ensinos de Jesus, há nela um princípio
geral, resumido sob forma prática e usual e deduzido de uma circunstância particular. Esse
princípio é conseqüente daquele segundo o qual devemos proceder para com os outros como queiramos
que os outros procedam para conosco. Ele condena todo prejuízo material e moral que se
possa causar a outrem, toda postergação de seus interesses. Prescreve o respeito aos direitos
de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. Estende-se mesmo aos deveres
contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, tanto quanto para com os indivíduos
em geral.

Fonte: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, ed 131, Rio de Janeiro: FEB, 2013

 

ANÁLISE:

Respeitar o próximo como a si mesmo, esse é um objetivo que devemos perseguir em todos os momentos de nossa vida, é um entendimento dessa máxima. Há também o de desapegar-se, não dando às coisas mais valor do que elas têm, não só os materiais.

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