A propósito de reflexão

Os momentos do calendário de celebrações humanas, como é a Páscoa, deveriam servir para nos lembrar do sentido fundamental da vida – não é o que ocorre.

A exposição de Haroldo Dutra é esclarecedora. Nós, espíritas, os últimos chamados, que deveríamos dar exemplos de entendimento e realização das obras, deixamo-nos tomar pelo que no exterior domina o que há no nosso interior em desconexão com a Lei Divina. Porque o lúdico do material é mais forte, em nós, do que o real do mundo espiritual, e se Páscoa tem a ver com libertação, deveríamos estar a todo momento nos libertando do que nos amarra e impede o voo do espírito. Devemos aproveitar, dia após dia, por exemplo, as chances de nos ligarmos uns aos outros, aproveitando todas as oportunidades e atividades em que possamos estar juntos, seja material ou espiritualmente, para diminuirmos as nossas diferenças, que são muitas, e aumentarmos o que nos pode aproximar.

Jesus é um desafio para todos, não só o entendimento do que Ele falou, mas da Sua ação. O amor que propõe é algo tão dilacerador quanto libertador, pois não é imensamente difícil vivermos com aqueles que não coadunam conosco? Não é inimaginável para nós darmos a mão àquele que nos derrubou (sentido amplo)? Ensinam-nos os Espíritos que é da lei, que aquele que foi ferido, maltratado, destruído e até morto, seja aquele que tem o dever de soerguer o seu opressor, o seu oponente, o seu inimigo, quando este estiver em sofrimento. Então, é determinismo, não há como fugir de tal “destino”, pode demorar, mas vamos ter que fazer isso, pois enquanto não exercitarmos o Amor, só uma palavra e sentimento calarão em nós – sofrimento.

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